As listas de equipamento são obcecadas por sacos-cama e ignoram o têxtil que mais trabalha nas horas acordadas em qualquer parque de campismo: a manta de campismo. É a capa junto ao fogo, a civilização do chão da tenda, a manta improvisada por baixo da rede, o xaile do café da madrugada e a superfície de piquenique: a colega de folga do saco-cama. Escolhê-la bem importa mais do que a indústria do outdoor admite.
A questão do fogo decide a questão da fibra
As faúlhas de uma fogueira são minúsculas e inevitáveis. No algodão e na lã caem, brilham um segundo e morrem, no máximo uma queimadura do tamanho de uma cabeça de alfinete. No polar de poliéster e nos kispos de nylon derretem, deixando crateras e aquele cheiro inconfundível. Todas as mantas de campismo sintéticas acabam por exibir a sua constelação de buracos derretidos; os tecidos de fibra natural limitam-se a acumular histórias. À volta do fogo, que é todo o sentido do campismo, o tecido de algodão é a escolha adulta.
O resto da especificação
- Pronta para o chão: o tecido plano sacode a manta morta da floresta e seca depressa quando o orvalho ganha (táticas de camadas para chão húmido no guia de exterior).
- Honestidade sobre calor por quilo: as mantas de penas ganham no rácio mas falham perante o fogo, a humidade e a lavagem; um quilo de algodão tecido ganha em tudo o resto.
- Lavar a viagem: o fumo de lenha entranha-se nos têxteis; agradável durante um dia, permanente sem uma lavagem à máquina, que as penas e a lã complicam e o algodão torna tão banal como uma terça-feira.
O estilo de campismo é estilo a sério
A estética do campismo, canecas esmaltadas, ferro fundido, luz de lanterna, tem uma linguagem têxtil, e é tecida: vermelhos com medalhões persas à luz da fogueira, losangos do sudoeste contra os pinheiros. Quem acampa de carro tem a vida mais facilitada: o tapete viaja no kit sempre pronto, serve de manta do carro durante a viagem e volta para casa a cheirar a boas decisões.





















